Segurança pública e privada em debate no Enesp Sul 2019

O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná (SINDESP-PR), Alfredo Ibiapina, compôs a mesa de abertura do primeiro painel de debates do Encontro das Empresas de Segurança Privada (Enesp Sul 2019), em Gramado. “É uma satisfação receber um público tão seleto para discutir o segmento. Os três sindicatos do sul se uniram para promover um grande evento que ficará marcado na história da Federação”, disse.
Também compuseram a mesa de autoridades o presidente do SINDESP-SC, Dilmo Wanderley Berger; o presidente do SINDESP-RS, Silvio Renato Medeiros Pires; o presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Jeferson Nazário; o Secretário Nacional de Segurança Pública, general Guilherme Gaspar de Oliveira; o Subsecretário de Segurança do Estado do Rio Grande do Sul, coronel Marcelo Gomes Frota; o presidente da Federação Mundial de Segurança, Jeferson Simões; e o chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, Marcelo Picarelli.
Segurança integrada
A primeira palestra foi conduzida pelo general Guilherme Gaspar de Oliveira, Secretário Nacional de Segurança Pública. Ele apresentou o modelo de trabalho implementado em 2019 para alavancar o setor de segurança nacional. “Propusemos uma mudança de cultura organizacional, com projetos estratégicos como o prêmio de excelência em segurança pública. A próxima fase será uma maior integração com a segurança privada, isso irá gerar mais autonomia para as empresas atuarem no país”, explicou Oliveira. O secretário afirmou que o Brasil deve reformular o marco legal da segurança privada, seguindo modelos europeus e da América do Norte. Ele também defendeu a atuação intensa no combate à clandestinidade.
Resultados concretos
O subsecretário de Segurança do Estado do Rio Grande do Sul, coronel Marcelo Gomes Frota, encerrou a manhã de atividades com a palestra sobre o programa “RS Seguro”. Ele foi implantado pelo estado gaúcho e já apresenta resultados concretos, com a redução da criminalidade. “Temos pesquisas que atestam que a segurança é o item que mais afeta a competitividade das empresas. Comprovamos na prática que, com investimento, a segurança pública avança e o crime retrai, gerando um melhor ambiente de negócios para todos”, contou Frota. O coronel destacou que a união com a segurança privada é um desafio para o estado, que deve trabalhar em três eixos: integração, inteligência e investimento qualificado.

Com informações do SINDESP-SC