Audiência pública discute Estatuto da Segurança Privada

A proposta que cria o Estatuto da Segurança Privada foi discutida nesta quinta-feira (08/08) na Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado. Os Sindicatos das Empresas de Segurança Privada de todo o país estiveram representados pelo presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Jeferson Nazário. Ele falou sobre os 100 mil postos de trabalho perdidos entre 2014 e 2018 e garantiu que se o Estatuto da Segurança Privada, que tramita há mais de uma década, já tivesse sido aprovado, a situação seria outra. “O cenário é prejudicial para as empresas, os trabalhadores e o governo”, afirmou.
Para fundamentar a urgência na aprovação do Estatuto, Nazário destacou que a lei 7.102, de 1983 está defasada e fez um apelo ao Senador Randolfe Rodrigues, relator do projeto na CTFC. “O apelo é para que ele relate o quanto antes esse projeto. Porque como disse, nosso setor mudou muito em 36 anos. A tecnologia veio, e hoje o vigilante não trabalha sem a tecnologia e a tecnologia não trabalha sem o vigilante. Nós temos uma ideia de que, em cinco anos, nós podemos gerar um milhão de empregos. Parece um número assustador, mas é real, porque nós temos muitas empresas trabalhando à margem da lei, e muitas delas sem a formalização do seu trabalhador. Então, o trabalhador sofre, o governo perde, e os empresários perdem”, disse.
Também participaram da audiência pública o presidente da Associação Brasileira de Transporte de Valores, Ruben Schechter; do diretor-presidente da Associação Nacional de Segurança e Transporte de Valores, Thiago Peixoto; do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Segurança Privada, João Soares; e o presidente da Associação Nacional das Empresas de Transporte de Valores, Odair Conceição.